Dizimo

com a estruturação da Pastoral do Dízimo, um consequente incremento na arrecadação do dízimo, porque mais fiéis serão tocados pela mensagem evangelizadora, aumentando, em consequência, o número de fiéis colaboradores, embora não deva ser este o objetivo primeiro das ações dos agentes desta pastoral nem da própria paróquia.

O objetivo da Pastoral do Dízimo não é resolver os problemas de caixa da paróquia nem a busca do equilíbrio financeiro. Para arrecadar dinheiro podem ser feitos diversos tipos de eventos que surtirão efeitos imediatos e resolverão questões financeiras emergenciais. Se for para acrescentar dinheiro ao caixa da paróquia, muitas outras medidas podem ser tomadas com resultados ótimos. O problema é que desta forma a paróquia se transformará em uma mera empresa comercial, numa busca incessante por projetos que produzam resultados financeiros positivos, o que não condiz com os princípios e nem com os objetivos da Igreja.

O que pode ocasionar a falta de recursos para a paróquia, dificultando a realização de ações missionárias ou a manutenção do templo, por exemplo, é a distância que as pessoas adotam umas das outras, relegando a segundo plano em suas vidas as ações caritativas e solidárias. Este distanciamento pode provocar nas pessoas uma insensibilidade para com os problemas alheios tornando-as egocêntricas e narcisistas. Esta postura está contra todo o ensinamento de Jesus Cristo.
A caridade está presente na natureza de todos nós. As pessoas não estão conscientes do compromisso firmado com Deus através dos sacramentos, principalmente o Batismo, quando se assume o compromisso de ser evangelizador e participar e cooperar para sustentar a vida de sua comunidade de fé. De acordo com o Catecismo da Igreja Católica (parágrafos 1269 e 1270), logo após o batismo passamos a pertencer a Cristo e somos todos chamados a servir ao próximo por meio da participação de atividades apostólicas e missionárias.

Despertar os fiéis para este compromisso firmado através do batismo é o dever do agente da Pastoral do Dízimo, que não deve tentar alcançar o bolso do fiel, mas, através de um estruturado processo de conscientização, chegar ao fundo do seu coração. O batismo gera no cristão vários direitos e deveres. O CIC (parágrafo 1878) nos ensina que “todos os homens são chamados ao mesmo fim, o próprio Deus. Existe certa semelhança entre a unidade das pessoas divinas e a fraternidade que os homens devem estabelecer entre si, na verdade e no amor. O amor ao próximo é inseparável do amor de Deus.”

O dízimo não é uma questão de dinheiro, ou da falta dele, é uma questão de fé e não se deve confundir com questões econômicas ou financeiras. Quando a Pastoral do Dízimo realiza plenamente a sua missão, não com ações que visem apenas angariar dinheiro, mas como um agente de um projeto de evangelização, os fiéis começam a entender e a se sensibilizar.

Para a Pastoral do Dízimo o objetivo principal é o desenvolvimento continuado de uma conscientização dos paroquianos sobre a sua responsabilidade para com a comunidade onde vive e participa. Através de seu trabalho a Pastoral do Dízimo deve fortalecer nos paroquianos o sentido de pertença, para que eles venham a interagir efetivamente na comunidade em que vivem, conscientizando-os de suas responsabilidades como cristãos, ajudando-os a fazerem gestos de partilha e a sentirem-se co-responsáveis pela sua comunidade, cada um de acordo com suas possibilidades.

Esta contribuição que os cristãos devem vivenciar não é apenas financeira, mas, também, uma doação de si mesmo, emprestando seus dons e tempo ao serviço da Igreja. Na missão evangelizadora há muito trabalho e poucas pessoas atuando.